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terça-feira, 22 de setembro de 2020

Operação da PF afasta prefeito e servidores suspeitos de fraude em licitações para pavimentação no TO

Suspeita é de que licitações na região sul do estado estavam sendo direcionadas para uma única empresa. Prejuízo aos cofres públicos seria de R$ 3 milhões.





Prefeito de Jaú do Tocantins foi afastado do cargo pela Polícia Federal — Foto: Arquivo Pessoal




O prefeito de Jaú do Tocantins, Onassys Moreira Costa (PSD), e dois servidores da comissão de licitação da cidade foram afastados dos cargos nesta terça-feira (22) durante uma operação da Polícia Federal no Tocantins. Eles são suspeitos de integrar um grupo que supostamente fraudava licitações e contratos para pavimentação e abertura de estradas vicinais na região sul do Tocantins. A ação foi chamada de Tempos Modernos.


O G1 ainda tenta contato com a defesa do prefeito.


São cerca de 40 policiais cumprindo as três ordens de afastamento e 10 mandados de busca e apreensão em Alvorada, Jaú do Tocantins, Paraíso do Tocantins e Palmas. Todos foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1).


De acordo com a Polícia Federal, a investigação começou após surgirem indícios de direcionamento de contratos para uma determinada empresa que estava vencendo todas as licitações realizadas na região sul do Tocantins.


A investigação apontou que o grupo criminoso atuava através de pagamento de propina aos servidores públicos envolvidos no processo de licitação, contratação e fiscalização.


Além do prefeito de Jaú do Tocantins, também foram afastados secretários de dois municípios. Em Alvorada, o mandado de busca foi cumprido na casa do dono da empresa que supostamente participava das fraudes.


A suspeita é de que a empresa que vencia as licitações subcontratava a execução das obras, que sempre ocorriam em condições inferiores as descritas nos contratos. A Polícia Federal aponta um prejuízo de R$ 3 milhões aos cofres públicos.


Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude a licitação, peculato, organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.


Segundo a PF, o nome da operação, Tempos Modernos, faz referência crítica ao mundo capitalista, em que tudo gira em torno do capital e do lucro, onde algumas organizações criam requintadas estruturas de corrupção, em detrimento da sociedade e do bem público.

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