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terça-feira, 17 de novembro de 2020

Barroso pede à PF para investigar ataque ao sistema do TSE

Presidente do tribunal também falou sobre a apuração lenta dos votos




O Tribunal Superior Eleitoral divulgou nessa segunda-feira os primeiros detalhes sobre a tentativa de derrubar o sistema de informática da Justiça Eleitoral. No fim da manhã do domingo de eleição, um ataque coordenado com 436 mil acessos por segundo sobrecarregou os acessos ao portal e vazou dados antigos. De acordo com o presidente do TSE, Luis Roberto Barroso, não causou danos.


Barroso afirmou que a Polícia Federal vai investigar a tentativa de ataque e que já tem algumas pistas.


O outro problema ocorreu quando as urnas começaram a fechar em todo o país. Uma falha deixou a totalização mais lenta do que o previsto. Barroso explicou que, depois da eleição de 2018, peritos da Polícia Federal recomendaram que o TSE passasse a totalizar os votos enviados diretamente das urnas eletrônicas, em vez de apenas divulgar os resultados apurados pelos tribunais regionais nos estados e no Distrito Federal, como era antes.


Isso porque ter apenas uma totalização, em vez de 27, dá mais segurança para a eleição. Mas, para garantir que a totalização fosse feita em apenas um local, o TSE precisou contratar um serviço especializado. A empresa escolhida foi a Oracle, uma gigante internacional com mais de 40 anos de mercado. O serviço custa R$ 14 milhões por ano.


De acordo Luis Roberto Barroso, o sistema desenvolvido pela Oracle estava previsto para ser entregue em março, mas só chegou em agosto, devido à pandemia da Covid-19. Além disso, não foi possível fazer todos os testes necessários.


Ao fazer um balanço do processo eleitoral em si, Barroso destacou o comparecimento às urnas. O presidente do TSE contou que, por causa da pandemia, a expectativa era de que até metade dos eleitores deixassem de votar. Mas esse índice ficou em 23,14%, menos de 3 pontos percentuais acima do verificado na eleição anterior, em 2018.


Luis Roberto Barroso destacou, ainda, o aumento da representatividade nas urnas. Entre os prefeitos eleitos no primeiro turno, oito têm origem indígena e 32% do total se declararam negros. Já as prefeitas eleitas alcançaram o percentual recorde de 12,2%.

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